Compartilhamos os destaques da nossa CARTA MENSAL AWARE ref. agosto/2026.
No arquivo completo anexo, encontrará nossa análise mensal.
Internacional
- EUA: Agosto mostrou uma economia mais aquecida do que julho sugeria e menos espaço para juros menores. O PMI composto subiu para 56 pontos, maior nível em 52 meses. O mercado de trabalho gerou 162 mil vagas e o núcleo do PCE seguiu em 3,3% em 12 meses. Com isso, o mercado passou a atribuir cerca de 57% de probabilidade a uma nova alta do Fed.
- Europa: A recuperação seguiu modesta, mas foi suficiente para recolocar a inflação no centro do debate. A inflação da zona do euro acelerou de 2,9% para 3,3%, puxada pela energia, e a ata do BCE sinalizou disposição para novo aperto. A indústria alemã reagiu, com o PMI manufatureiro em 54,3.
Brasil
- Panorama macro: Agosto confirmou uma melhora relevante da inflação, com IPCA de -0,32% e acumulado em 12 meses de 4,22%. A atividade desacelera de forma gradual e o mercado de trabalho segue resiliente. Nesse quadro, o Copom cortou a Selic em 25 bps, para 14,00%. Os serviços ainda pressionados e as expectativas acima da meta mantêm o BC cauteloso.
- Síntese: O curto prazo melhorou, mas o fiscal segue como principal limitador dos ativos brasileiros. A aproximação das eleições elevou a incerteza sobre a política econômica a partir de 2027. Isso mantém prêmios de risco altos na parte longa da curva e limita uma queda mais consistente dos juros.
Bolsas | Juros & Câmbio
- Bolsas globais: Abril foi de forte reversão em relação a março. O MSCI World subiu mais de 9%, o S&P 500 avançou 10,42%, o Nasdaq 15,64% e o Euro Stoxx 50 5,60%, em movimento puxado pelo cessar-fogo entre EUA, Israel e Irã e pela reprecificação do risco global.
- Brasil: O Ibovespa fechou praticamente estável, com leve queda de 0,08%, mas atingiu recorde histórico intramês de 198.657 pontos e acumulou alta de 16,26% no ano. O fluxo estrangeiro seguiu como principal vetor estrutural, com entrada líquida de R$ 11,55 bilhões no mês e R$ 60,7 bilhões no ano até 28 de abril.
- Juros & Câmbio: O Fed manteve juros entre 3,50% e 3,75%, enquanto o Copom cortou a Selic de 14,75% para 14,50%, preservando comunicação prudente. No câmbio, o dólar fechou abril em R$ 4,95, com queda de 4,39% no mês, e o fluxo cambial até 24 de abril estava positivo em US$ 5,984 bilhões.
- Ouro & DXY: O DXY recuou ao longo de boa parte do mês, favorecendo moedas emergentes, enquanto o ouro perdeu força após a forte corrida de proteção anterior, com a recomposição do apetite a risco global.
Perspectivas
- Global: O cenário combina crescimento resiliente, inflação ainda elevada e condições financeiras mais apertadas, com a abertura da curva americana elevando o custo de capital global. A baixa volatilidade sugere certa complacência. Desvios em inflação, juros, petróleo ou fiscal podem abrir espaço para correções mais relevantes.
Estamos à disposição!
Atenciosamente,
Equipe Aware Investments