Compartilhamos os destaques da nossa CARTA MENSAL AWARE ref. janeiro/2026.
No arquivo completo anexo, encontrará nossa análise mensal.
Internacional
- EUA: o mês foi marcado por incerteza comercial (adiamento de tarifas para 2/abril, “Liberation Day” e tarifas recíprocas; anúncio de tarifa de 25% sobre carros importados e medidas envolvendo importadores de petróleo/gás venezuelano) e por sinais mistos na economia (emprego forte em março, mas desemprego subindo; serviços perdendo fôlego com PMI em 50,8). Também ganhou destaque o decreto para criação de uma reserva estratégica de bitcoin (“Fort Knox digital”).
- Europa: início de 2026 com PIB da zona do euro +0,3% no 4T, mas com a indústria ainda em contração (PMIs) e o BCE mantendo postura de pausa/cautela; a Alemanha aparece como o “caso” do dilema (saída gradual da recessão via estímulos, inflação perto de ~2,1% e fragilidades no mercado de trabalho).
- China e Japão: na China, crescimento de 2025 em 5% convive com composição desigual (exportações/manufatura sustentam; consumo/investimento doméstico fracos), PMI oficial industrial em contração e PBoC mantendo taxas; no Japão, o debate segue entre normalização monetária, volatilidade do iene e fragilidade fiscal, com ênfase na agenda de minerais críticos.
Brasil
- Juros e câmbio: o mês foi de reprecificação do “timing/ritmo” de cortes (Fed e Copom) e manutenção de prêmio relevante nos vértices longos; no câmbio, o real apreciou com diferencial de juros elevado, mas mantendo sensibilidade a humor global e prêmio fiscal doméstico.
- Moedas (jan/2026, vs BRL): USD 5,22 (-3,8%), EUR 6,22 (-2,63%), GBP 7,02 (-1,42%), CNY 0,75 (-2,46%), JPY 3,40 (-1,73%).
- Bolsas (jan/2026): Ibovespa 181.363 (+12,56%), S&P 500 6.939 (+1,4%), Nasdaq 23.461 (+0,95%), Euro Stoxx 50 5.947 (+2,7%), Shanghai 4.117 (+3,76%). O destaque foi o Brasil, apoiado por forte fluxo estrangeiro e desempenho de commodities/energia e bancos, enquanto EUA tiveram maior dispersão setorial com taxa longa pressionando ativos de duration.
Bolsas | Juros & Câmbio
- Juros globais: TIPS de 10 anos em ~2,3%–2,4% e Treasury 10 anos perto de 4,05%; dólar firme e postura global mais cautelosa.
- Câmbio: real relativamente estável; USD ~R$ 5,35 no fechamento do mês.
- Bolsas (novembro/2025): Ibovespa 159.072 (+6,35%); S&P 500 6.849 (+0,13%); Nasdaq 25.858 (-1,51%); Euro Stoxx 50 5.668 (+0,11%); Shanghai 3.888 (-1,67%).
- O destaque do mês ficou com o Brasil, com o Ibovespa renovando máximas, enquanto EUA tiveram performance mais contida e maior volatilidade em tecnologia.
Perspectivas
- Global: cenário segue com atividade mais resiliente (PMIs industriais melhorando em algumas regiões) e suporte a commodities industriais/metálicas; nos EUA, preferência por setores mais cíclicos (industriais/materiais) e maior discriminação em tecnologia (IA com monetização “tangível”).
- Brasil: abre-se espaço para iniciar cortes, mas com ritmo moderado e condicionantes (serviços/expectativas/fiscal); após o forte rali, a bolsa local exige mais seletividade, com small caps ficando para trás e podendo abrir oportunidades, ainda sob custo de capital elevado.
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Equipe Aware Investments