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CARTA AWARE

Compartilhamos os destaques da nossa CARTA MENSAL AWARE ref. outubro/2025.

No arquivo completo anexo, encontrará nossa análise mensal. 

Internacional

  • EUA: O mês marcou o início do ciclo de cortes do Fed, com redução de 25 bps (para 3,75%–4,00%), em meio à perda de tração da atividade e ao impacto do shutdown parcial do governo. O ISM manufatureiro manteve-se em contração e o consumo começa a sentir efeitos da menor renda disponível. Apesar do alívio monetário, os juros reais subiram e o dólar se manteve firme, refletindo condições financeiras ainda restritivas. O PIB mostra composição frágil — com peso concentrado em data centers — e cresce a percepção de que a desaceleração americana não é apenas cíclica.
  • Europa: O PIB da zona do euro cresceu 0,2% no 3º tri, acima do esperado, mas o avanço segue desigual. França puxa o crescimento enquanto a Alemanha permanece estagnada. A inflação recuou a 2,1% e o BCE manteve juros estáveis, adotando tom de cautela. O cenário segue misto: melhora marginal nos indicadores, porém vulnerabilidade fiscal e desaceleração industrial persistem.
  • China/Japão: A China enfrenta seu 7º mês de contração industrial e revisões para baixo no PIB, apesar de estímulos seletivos e gestos de distensão comercial com os EUA. O Japão, agora sob liderança de Sanae Takaichi, vive dualidade entre contração manufatureira (PMI 48,2) e euforia de mercado — com o Nikkei +16,6%, maior alta em mais de 30 anos — impulsionada por estímulos e iene depreciado.
  • América Latina: A Argentina recebeu pacote de US$ 20 bi em swaps e linhas de liquidez dos EUA, reduzindo pressões de curto prazo, mas o alívio é temporário e condicionado a avanços políticos. No Chile, o BC manteve juros em 4,75%, e o país se destacou pelo protagonismo em regulação de IA, com impactos potenciais sobre investimentos em tecnologia.

Brasil

  • Atividade: A economia segue desacelerando de forma controlada, mas ainda acima do potencial em alguns setores. Indústria e serviços avançam moderadamente, sustentados por emprego resiliente (desemprego em 5,6%) e criação líquida de 213 mil vagas no mês.
  • Inflação & Juros: IPCA-15 de outubro surpreendeu para baixo (4,95% em 12 meses), com arrefecimento em serviços. O real se manteve firme, ajudando a descompressão dos preços. O BC manteve a Selic em 15%, reforçando postura contracionista até 2026 diante de incertezas fiscais e pré-eleitorais.
  • Fiscal: Persistem pressões de gasto e ruído político, mantendo prêmios elevados na curva de juros. O BC ainda vê credibilidade limitada e exige ancoragem mais sólida das expectativas para discutir cortes.
  • Síntese: O Brasil combina desaceleração suave, inflação benigna e mercado de trabalho forte, mas o risco fiscal segue como o principal limitador. A política monetária deve permanecer firme até que haja clareza maior sobre o equilíbrio das contas públicas. 

Bolsas | Juros & Câmbio

  • Bolsas globais: Outubro trouxe recuperação ampla — S&P 500 +2,3%, Euro Stoxx 50 +2,4%, Nikkei 225 +16,6% — sustentada pelo corte do Fed e expectativas de flexibilização em 2026.
  • Brasil: Ibovespa +2,25%, novo recorde nominal (149.540 pontos). Destaque para varejo, utilities e construção, favorecidos pelo fechamento da curva longa.
  • Juros: No Brasil, fechamento expressivo nos longos (DI jan/30 –80 bps); no exterior, leve recuo das curvas, com Treasuries de 10 anos em 4,10%.
  • Câmbio & Ouro: Dólar encerrou a R$ 5,37; DXY em leve alta. Ouro atingiu recorde acima de US$ 4.300/onça no pico do mês, antes de corrigir para US$ 4.000. 

Perspectivas

  • Cenário global: Crescimento moderado (FMI projeta +3,2% em 2025), inflação em convergência lenta e juros altos por mais tempo. A reorganização de cadeias produtivas e o shutdown americano ainda restringem liquidez.
  • EUA e Europa: Cortes graduais de juros devem ocorrer ao longo de 2026; o apetite por risco permanece seletivo, com foco em tecnologia e IA.
  • Brasil: Selic estável até melhora fiscal; crescimento moderado e inflação próxima a 4,5% mantêm o foco em renda fixa pós-fixada.
  • Mercados: Ambiente segue de transição, com volatilidade e prêmio elevado. Mantemos visão equilibrada — diversificação global, seletividade e disciplina na gestão de risco seguem essenciais no atual ciclo.

 

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